sexta-feira, 19 de junho de 2015

Revelado o segredo para uma boa noite de sono

flyA maioria de nós precisa de sete a oito horas de sono, mas alguns ficam bem dormindo bem menos — uma diferença que acontece, em grande parte, devido à variabilidade genética. Em um estudo publicado na edição on-line da revista “Current Biology”, pesquisadores relatam a descoberta de dois genes, originalmente conhecidos por sua regulação na divisão celular, necessários para a sonolência normal em moscas: Taranis e Cdk1.
— Há muita coisa que não entendemos sobre o sono, especialmente quando se trata da maquinaria de proteínas que iniciam o processo no nível celular — diz Kyunghee Koh, professor assistente de neurociência no Instituto Farber para Neurociências, da Universidade Thomas Jefferson, e autor do estudo. — Nossa pesquisa elucida um novo caminho molecular e uma nova área do cérebro que desempenha um papel importante no controle de quanto tempo dormimos.
Os pesquisadores examinaram milhares de linhagens de moscas e encontraram uma mutante, chamada Taranis, que dorme muito menos do que as moscas normais. Usando uma série de experiências genéticas e bioquímicas, os pesquisadores acompanharam como Taranis interagia com outras proteínas e viram que ela, ligada a uma proteína reguladora do sono chamada ciclina A, inativava a proteína Cdk1, cuja função é a de suprimir o sono e promover a vigília.
Although the Taranis protein has a human cousin, called the Trip-Br family of transcriptional regulators, it is yet unclear whether a similar system is at play in humans. However, Dr. Koh and her team first plan to investigate the cues that turn Taranis on and which proteins the Cdk1 kinase acts on to prevent sleep.
Investigações anteriores demonstraram que a ciclina A é expressa em um pequeno número de neurônios, incluindo um conjunto de sete em cada lado do cérebro. Koh e equipe mostraram que estes neurônios estão localizados numa região do cérebro da mosca que corresponde com o hipotálamo humano, um dos centros de sono do nosso cérebro. Eles viram uma redução do sono total quando Taranis foi derrubado apenas nesses 14 neurônios e quando esses mesmos neurônios eram ativados.
Embora a proteína Taranis tenha um primo humano (a família Trip-Br de reguladores de transcrição), ainda não está claro se um sistema semelhante está em jogo em seres humanos.
O Globo


O  CIDADAO

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