quinta-feira, 11 de junho de 2015

Sem diálogo com governo, servidores da saúde vão entrar em greve hoje

Em decisão tomada em assembleia geral realizada no último dia 29 de maio, os servidores estaduais da saúde do Rio Grande do Norte entrarão em greve hoje, 11. O início do movimento está marcado para as 9h, no Hospital Walfredo Gurgel com destino a Governadoria, sede do governo estadual, em Natal.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública do Rio Grande do Norte em Mossoró (Sindisaúde/Mossoró), João Morais, cerca de 50 pessoas do município vão participar deste ato público na capital do estado.
João Morais explicou que na sexta-feira, 12, haverá uma visita ao Hospital Regional Tarcísio Maia. Neste encontro o sindicato vai se reunir com os servidores da unidade hospitalar para tentar a adesão dos funcionários do hospital e falar os pontos principais reivindicados pela categoria ao governo do estado.
“Após esse ato público em Natal nesta quinta onde vamos deflagrar a greve, na sexta vamos nos reunir com os funcionários do Tarcísio Maia para falarmos do nosso movimento e tentarmos o maior número de adesões. Vamos defender que os servidores entrem o mais rápido possível em greve em Mossoró”, disse João Morais.
As outras unidades no município que contam com servidores da saúde do estado serão visitadas posteriormente, como no caso do Hospital da Mulher, a Unicat, o Banco de Leite, o Hospital Rafael Fernandes, o Centro de Patologia, entre outros.
Entre as principais reivindicações da categoria estão o reajuste salarial de 27% e isonomia para os servidores municipalizados, que estão há quatro anos sem reajuste e acumulam perdas de 61%; a implantação imediata das mudanças de nível vencidas desde 2013; a tabela de qualificação; um novo concurso público, para combater a sobrecarga nos locais de trabalho e a garantia de abastecimento de materiais e medicamentos nos hospitais.
Na última quarta-feira, 3, em audiência que contou com a participação de representantes do Sindisaúde, da Casa Civil e os secretários da Saúde e do Planejamento, o governo sinalizou com a implantação das mudanças de níveis atrasadas e o pagamento dos salários dos novos servidores, atrasados há sete meses, e direitos não cumpridos (insalubridade, etc). Porém, alegou novamente não ter condições para conceder reajustes salariais e melhorias nos Planos de Cargos, e não se comprometeu com a realização de um novo concurso público, que reduza a sobrecarga de trabalho.
Uma nova audiência de negociação está marcada para a sexta (12), às 11h.

*Defato 


o  cidadao

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