terça-feira, 18 de agosto de 2015

Estupros coletivos desafiam polícia 
               

Os estupros coletivos que vem acontecendo em Natal há um mês desafiam a Segurança Pública do Rio Grande do Norte. Até agora ninguém foi preso. Desde o dia 17 de julho um trio de criminosos coloca medo na zona Sul de Natal, região onde estão concentrados os ataques. No sábado passado (15), mais uma mulher foi vítima desse grupo no bairro do Planalto. A distância entre os locais dos dois primeiros crimes é pouco maior que sete quilômetros.

O modo de atuação do grupo se repete. Os criminosos colocam um obstáculo no meio da rua para bloquear a passagem de veículos pequenos, como motocicletas. No primeiro caso, os bandidos utilizaram um pedaço de madeira. Nas outras duas oportunidades, as motos caíram depois de esbarrar em arames farpados. A Polícia Civil investiga a possível ligação entre os crimes.

Na sábado passado, um casal foi o primeiro alvo dos criminosos por volta das 17h na rua engenheiro José Dantas, mais conhecida como estrada das torres. A via faz a ligação entre os bairros do Guarapes e Planalto. O homem foi amarrado e espancado. A mulher foi estuprada pelos três criminosos.Pouco tempo depois, outra mulher que passava numa moto honda biz também caiu na armadilha dos estupradores. A terceira vítima do dia foi amarrada, mas não chegou a ser estuprada. Segundo fontes próximas a esta mulher, ela ficou até as 20 horas amarrada no meio do matagal. “Quando ela conseguiu se soltar, ela correu para um amigo dela lá nos Guarapes”, disse a fonte.

Ela também teria sido a responsável por desamarrar o homem que havia sido pelos bandidos mais cedo. As motos roubadas foram abandonadas em um morro no final da rua engenheiro José Dantas, próximo ao bairro de Felipe Camarão. O rastreador da honda biz foi decisivo para a busca dos bens roubados.

Com poucas casas na intersecção entre os bairros do Guarapes e Planalto, a rua engenheiro José Dantas é uma via de barro. Mesmo depois dos crimes, muitos casais continuam trafegando pelo local de motocicleta. Outros passam a pé. Além das linhas de transmissão de energia, há lixo e mato por toda a parte, uma vez que a área ainda não é completamente urbanizada. Durante o momento que nossa equipe de reportagem transitou pelos bairros do planalto, não cruzamos com a Polícia Militar.

Na comunidade, poucas pessoas se dispõem a falar sobre o caso. Um morador disse que “até a rapaziada”, se referindo a bandidos praticante de outros tipos de crime, desaprovam os estupros coletivos. “Claro que a gente fica com medo. Ninguém pode dar mais um passo aqui dentro do Planalto”, disse uma senhora que conhece uma das vítimas. Cidadãos do Planalto informaram também que tentativas de estupro têm se tornado comuns em outra área do bairro.

Fonte:Tribuna do Norte

FONTE O CIDADAO

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