segunda-feira, 28 de março de 2016

Procurador Geral da República desmente Dilma, informa que autorizou divulgação dos grampos e vai validar gravações 

 

 

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O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot se manifestou sobre os grampos autorizados pela justiça e sinalizou que todos os áudios foram gravados com autorização da justiça e que os grampos serão validados, incluindo a gravação entre Dilma e Lula.  Janot, disse nesta sexta-feira, em Paris, que a interceptação da conversa entre o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff não afronta as garantias constitucionais da Presidência da República,

Janot joga um balde de água fria no espetáculo protagonizado pela presidente Dilma Rousseff contra o juiz Sérgio Moro. O procurador informa que foi avisado e deu aval para a divulgação das conversas telefônicas do ex-presidente Lula horas antes de os procuradores da Lava Jato, em Curitiba, pedirem o fim do sigilo sobre a investigação do petista.

Janot também encerrou as polêmicas em torno da gravação que pegou Dilma combinando entregar a Lula um documento que lhe garantiria o foro privilegiado, caso fosse alvo de algum mandado de prisão. O procurador confirmou as informações do juiz Sérgio Moro sobre o horário em que pediu o encerramento das gravações. Segundo Janot, se a operadora demorou a cumprir o despacho, não cabe responsabilizar ninguém pelo caso.

Segundo o procurador, não houve violação dos direitos da presidente, já que o alvo das gravações era o presidente Lula, tudo perfeitamente legal.  Moro pediu autorização para tornar as gravações  públicas. O aviso foi feito pelos investigadores de Curitiba na manhã da última quarta (16), dia em que os grampos vieram a público.

O primeiro a ser informado sobre a existência das interceptações telefônicas e da disposição dos investigadores de Curitiba de pedirem o fim da decretação do sigilo dos áudios foi o chefe de gabinete de Janot, Eduardo Pelella.

Os grampos de Lula elevaram a temperatura política da crise e levantaram a suspeita de que Dilma Rousseff e Jaques Wagner, então chefe da Casa Civil, podem ter agido para blindar o petista.

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