quarta-feira, 6 de abril de 2016


Moro pode prender Lula pela morte de Celso Daniel. PT em pânico recorre a Zavascki

 

 

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A 27º fase da Operação Lava Jato, denominada Carbono 14, pode ter um desdobramento dramático. A prisão do ex-presidente Lula pelo juiz Sérgio Moro devido a novas investigações sobre a morte do prefeito do PT, Celso Daniel. A primeira campanha de Lula a Presidência, em 2002, teria recebido recursos com origem em um esquema de corrupção em Santo André, cidade de Daniel.
A prisão pode ser decretada porque o ex-presidente  se encontra sem foro privilegiado, por ter sido impedido de tomar posse pelo ministro do STF Gilmar Mendes. Lula pode ser alcançado por uma ordem de prisão do juiz federal de Curitiba, Sérgio Moro, a qualquer momento. Embora os advogados de Lula tenham conseguido que a investigação referente a 24ª fase da Operação Lava Jato tenha ido para STF, por envolver autoridades com foro privilegiado, como a presidente Dilma, a mesma decisão não vale para a 27ª fase, a Carbono 14, onde Lula é novamente citado.
Moro, com base nos novos dados obtidos nesta fase, pode determinar qualquer medida judicial contra Lula, mandados de busca e apreensão, mandados de prisão, temporária ou preventiva.
O PT está em pânico e acionou o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, que enviou sexta-feira (1) ao ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), uma reclamação contra o juiz Sergio Moro. A ex-ministra Gleisi Hoffmann, senadora pelo PT do Paraná, teria sido encarregada pelo partido de tentar gestões junto ao STF.
O prefeito petista de Santo André, Celso Daniel, foi morto, em 2002, num episódio nebuloso em que só alguns elementos ficaram claros. O principal deles é que secretários municipais extorquiam empresários da cidade para levantar fundos para a campanha presidencial do PT, que tinha Lula como candidato.
Segundo as investigações, quando Celso Daniel descobriu que os assessores, além de levar fundos para a campanha de Lula, estavam enriquecendo, tentou interromper o esquema. Quando fez isso foi morto. Embora ainda não se tenha notícia do envolvimento pessoal de Lula no episódio é certo que foi beneficiado com o esquema de pixulecos de Santo André.
A morte de Celso Daniel é um dos crimes mais misteriosos da história do Brasil. Durante as investigações e ao longo dos últimos anos, nada menos que 8 testemunhas do crime foram assassinadas. Marcos Velério, o operador do Mensalão, que sabe tudo sobre o crime, teria recebido mais de R$ 100 milhões para não contar o que sabe e calar . Por causa dessa montanha de dinheiro estaria cumprindo uma longa pena de cadeia sem fazer delação premiada. A decisão do juiz Sérgio Moro de reabrir o caso Celso Daniel com a Carbono 14 pode mudar tudo isso.
O juiz Sérgio Moro mandou prender, durante a Operação Carbono 14, nova fase da Lava Jato, Silvinho ‘Land Rover’ Pereira. Ex-secretário do PT e homem que, segundo se acredita, sabe tudo da morte de Daniel.
O PT vive momentos do mais puro terror com a perspectiva que Silvinho, considerado “instável”, resolva fazer uma delação premiada. Moro, ao reabrir as investigações sobre a o assassinato de Celso Daniel tem em mãos todos os elementos para elucidar o mistério da morte do prefeito e identificar o mandante.
No despacho em que justifica os mandados da nova fase da Lava Jato, o juiz Sergio Moro tratou do assassinato de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André (SP), e vinculou o caso às investigações que ele conduz, sobre desvios ligados a fornecedores da Petrobras, como o grupo Schahin: “É  ainda possível que este esquema criminoso tenha alguma relação com o homicídio, em janeiro de 2002, do então Prefeito de Santo André, Celso Daniel, o que é ainda mais grave”, disse Moro. Referindo-se a informações que Marcos Valério, operador do Mensalão, teria recebido mais de R$ 100 milhões para não contar o que sabe sobre a morte de Celso Daniel.
“Se confirmado o depoimento de Marcos Valério, de que os valores lhe foram destinados em extorsão de dirigentes do Partido dos Trabalhadores, a conduta é ainda mais grave, pois, além da ousadia na extorsão de na época autoridades da elevada Administração Pública, o fato contribuiu para a obstrução da Justiça e completa apuração dos crimes havidos no âmbito da Prefeitura de Santo André”

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