sexta-feira, 8 de julho de 2016

Em nota, Memorial diz que chegou ao “limite financeiro”, e que se viu obrigado a reduzir atendimento ao SUS, por causa de dívidas dos órgãos públicos

NOTA DE ESCLARECIMENTO

POSTADO  BLOG O CIDADAO
Diante das reportagens veiculadas diariamente na imprensa sobre a grave crise na saúde pública e as consequências para a população do Rio Grande do Norte, o Hospital Memorial, referência em ortopedia e traumatologia, esclarece que não tem qualquer interesse em paralisar o atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), que representam 90% do seu público. Porém, em razão deste cenário, o hospital se viu obrigado a reduzir suas atividades por ter chegado ao seu limite financeiro, a dívida dos órgãos públicos passa dos R$ 6 milhões.
Os médicos do Memorial lamentam profundamente a atual situação por entenderem o sofrimento dos cidadãos que esperam por cirurgias ortopédicas, cuja fila ultrapassa as 600 pessoas que aguardam em casa ou nos hospitais Walfredo Gurgel, João Machado e Deoclécio Marques. Os repasses de verbas públicas federais, estaduais e municipais são feitos por meio de contrato único com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a qual não paga há três meses sequer os valores já encaminhados pelo Governo Federal para compra de órteses e próteses ortopédicas.
A classe médica sofre com o descaso, mas se vê impossibilitada de trabalhar com a falta desses insumos para atender até os casos mais graves. Ainda assim, desde a paralisação das urgências no dia 24 de junho até o momento, foram realizados 155 procedimentos no Memorial, o que equivale a quase um terço dos atendimentos mensais. Uma prova de que, em respeito à população, os profissionais da instituição ainda se predispõem a trabalhar responsavelmente, dentro do limite de segurança para o próprio paciente. Assim, apenas as cirurgias de menor complexidade estão sendo realizadas pelos médicos cooperados, que também não recebem honorários há seis meses do Governo Estadual.
Reiteramos que o Hospital Memorial entende a dificuldade financeira enfrentada em todo o País, mas acreditamos que a saúde dos cidadãos deve ser prioridade dos gestores públicos.

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