sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

PM's DO RN AMEAÇAM NÃO SAIR PARA AS RUAS NESTE FIM DE ANO

Com a negativa pelo TJRN de liberação dos recursos para pagamento dos servidores do Estado, sindicatos e associações dos agentes ameaçam repetir a paralisação deflagrada em dezembro do ano passado
Com a negativa dada pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) sobre a liberação de recursos de royalties para o pagamento dos servidores do Estado, agentes de segurança convocaram uma assembléia geral entre as categorias marcada para a manhã desta sexta-feira (14). O objetivo é discutir qual posição irão tomar na tentativa de pressionar a administração do estado, umas das possibilidades é repetir a paralisação iniciada em 19 de dezembro do ano passado.
Além dos salários atrasados, há quatro anos existe um congelamento na remuneração dos profissionais. Para os representantes da ACS, existe esperança que a próxima gestão “tenha a sensibilidade” e consiga colocar as folhas em dia. Além do desgaste dos policiais em trabalharem com operações que demandam um alto nível de estresse, a preocupação com a situação financeira agrava a situação.
Já o Sindicato de Policiais Civis (Sinpol) alegou que a negativa não foi uma surpresa, visto que o adiantamento às vésperas de um novo gestor assumir não é muito indicado para os cofres do Estado. Por enquanto, o sindicato diz que não fará nenhuma mobilização, mas que também irá fazer uma reunião.
Em nota, a Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais e Bombeiros Militares do RN (ASSPMBMRN), também se posicionou. “A ASSPMBMRN se une ao sentimento de revolta instalado hoje nos militares estaduais, bem como os demais servidores públicos. Em resposta a isto, nesta sexta-feira (14) nos reuniremos com todos os presidentes das entidades que representam os servidores da Segurança Pública para discutir qual a atitude que iremos tomar. Infelizmente não está descartado acontecer o mesmo que aconteceu no final de 2017”.
Por meio de nota, o Governo do RN afirmou que vê com preocupação a negativa do TJ para uma operação inclusive já realizada por gestões anteriores, a fim de viabilizar pagamento de parte do décimo-terceiro. Mas garantiu que segue em suas demais tratativas para a solução do problema.
A paralisação que durou 23 dias
No ano passado, os agentes de segurança paralisaram as atividades durante 23 dias. Ao longo da greve, a violência aumentou no estado e principalmente em Natal. Por isso, a Força Nacional foi acionada e 100 homens foram enviados ao RN para tentar controlar a situação nas ruas.
Além disso, o governo federal enviou 2,8 mil homens das Forças Armadas, no dia 30 de dezembro, para reforçaram o patrulhamento. A permanência das Forças Armadas no RN seguiu até o dia 12 de janeiro deste ano.
13º salário atrasado desde 2017
O governo do RN não tem hoje recursos para quitar o 13º salário de seus servidores, que estão atrasados desde 2017. A gestão dependia de uma decisão judicial para poder pagar o restante do 13º de 2017, que foi negada pelo TJ.
Da mesma maneira que não há recursos para esses quitar os dois décimos, também não há – hoje – dinheiro para quitar o salário de dezembro. Tatiana Mendes Cunha, chefe da Casa Civil, explicou que agora será concluída a folha de outubro e que semana que vem começará a ser feito o pagamento de novembro.
Passandonahora
Texto/OP9

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