quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Vinte presos do Ceará são transferidos para a Penitenciária Federal de Mossoró

Bombeiros chegaram a tempo de impedir destruição de carro incendiado em Fortaleza, em mais um ataque de madrugada 08/01/2019 Foto: PAULO WHITAKER / REUTERS
O Ministério da Justiça informou que foram transferidos do Ceará 20 presos . Na madrugada desta quarta-feira, o grupo de detentos foi levado para o presídio federal de Mossoró. Segundo a nota, o remanejamento dos presos começou a ser feito às 2 da manhã e terminou às 4h30. Um outro preso já havia sido transferido no fim de semana. Segundoo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), os detentos remanejados são acusados de comandarem a onda de ataques que completa hoje uma semana.Desde a última quarta-feira, o Ceará foi alvo de164 ataques de fações criminosas em 39 cidades. Trezentos agentes da Força Nacional reforçam a segurança no estado desde sábado.
Segundo o ministério, a operação envolveu o Ministério Publico, Poder Judiciário do Ceará e Justiça Federal de Mossoró. “A partir de Mossoró os presos serão distribuídos entre as demais 4 unidades prisionais do Ministério da Justiça. Novas vagas poderão ser deferidas para o Estado”, diz a nota.
A Secretaria de Administração Penitenciária.informou que outros 40 presos serão retirados do Ceará para penitenciárias federais. Não há ainda previsão de quando a nova transferência vai acontecer.
Em entrevista a Globo News, o governador Camilo Santana voltou a afirmar que o estado vai endurecer as medidas contra a entrada de celulares nas unidades prisionais.
— Dobrei o número de agentes penitenciários, e agora no fim do ano tomei a decisão de que era uma área que precisava de uma intervenção mais forte do Estado. A verdade, é que temos leis muito frouxas hoje no Brasil. Infelizmente, a polícia prende o bandido, mas ele continua a comandar o crime de dentro do presídio. O que eu estou fazendo é cumprir a lei dentro dos presídios.
O governador também voltou a defender que o país necessita de um sistema integrado de combate ao crime organizado.
— Eu sempre defendi que a questão da violência no Brasil precisa ser uma questão nacional. Precisamos de um plano, uma estratégia, uma pactuação, centros integrados de inteligência que possam passar informações de um estado para outro. Porque a dinâmica do crime se transnacionalizou. E quem tem que coordenar isso é a União, não pode um Estado sozinho coordenar. Quem tem que ter esse papel é o Governo Federal”, disse o governador em entrevista ao Sistema Verdes Mares.
A preocupação com o avanço da violência levou outros dois estados a pedir ajuda ao governo federal nesse início de ano : Pará e Espírito Santo.
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, tem encontro marcado hoje com Moro, em Brasília, para tratar do reforço da segurança e da estrutura do sistema prisional do estado, que, diante da superlotação, estaria sob ameaça.
Já o governador do Pará, Helder Barbalho, solicitou o envio ao estado de 500 homens da Força Nacional para impedir o avanço da criminalidade. Segundo o Ministério da Justiça, o pedido de Barbalho ainda está em análise na pasta.
O Globo

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